Presidente de clube vem à Belém para lançamento

Domingo, 22/01/2017, 11:58:18 - Atualizado em 22/01/2017, 11:58:18

(Foto: Felipe Oliveira)
(Foto: Felipe Oliveira)

O presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Sant’Ana, de apenas 35 anos, é um dos presidentes de clubes mais jovens das séries A e B do Campeonato Brasileiro e chega em Belém no próximo dia 24 para o lançamento da 25° edição do Troféu Camisa 13, para ministrar palestra com o tema: ‘Modelo de Gestão do EC Bahia – Profissionalização para competir com os gigantes do Brasil’. Em dois anos de gestão, o presidente faz uma avaliação sobre como encontrou o Bahia e as principais mudanças já sentidas em relação ao clube que ele prefere chamar de empresa. Confira.

Essa participação no lançamento do Camisa 13 será para falar sobre o modelo de gestão no Bahia. O que você pode antecipar para o leitor que acompanha há anos a premiação?

É uma satisfação ter o Bahia convidado para o lançamento do Troféu Camisa 13, que vai para a sua 25° edição, e isso mostra a tradição e o respeito de todos os esportistas do Pará e região Norte. Sobre o Bahia, vamos mostrar o trabalho desenvolvido nesses dois últimos anos de saneamento da parte administrativa financeira do clube, com investimento em questões patrimoniais e aumento de receita. Tudo isso que geralmente o torcedor não visualiza no dia a dia, mas é o que a gente acredita que gera resultado dentro de campo, como, por exemplo, no ano passado, quando nós tivemos o acesso à Serie A do brasileiro. 

O que difere o modelo de gestão do Bahia dos demais clubes?

A organização administrativa financeira. O Bahia, com o nosso grupo, apesar de termos ficado dois anos na Série B, conseguiu ampliar sua receita de 64 milhões para 127 milhões. Em 2 anos, o Bahia reduziu o seu passivo em 70 milhões de reais. Então, acredito que essa busca por esse modelo empresarial dentro do futebol é o diferencial para que os resultados esportivos aconteçam.

Você é um dos poucos presidentes de clubes no Brasil que é remunerado, certo?

Isso torna uma gestão diferente? Você acaba sendo mais cobrado por isso?

Acredito que sou um dos poucos presidentes de clubes do Brasil legalmente remunerado, sem pedaladas. O estatuto do Bahia é um estatuto moderno desde 2013, e nós queremos fazer algumas adequações, junto à assembleia de sócios, para continuar nesta linha. O Bahia, por exemplo, usa daqueles critérios todos do ficha limpa, e para você ser candidato a presidente ou ao conselho, você tem que ter todos esses pré-requisitos atendidos. A gente paga o nosso imposto de renda anualmente no Bahia também para comprovar nossos rendimentos e patrimônios. Então, acredito que é uma linha de profissionalismo não apenas de remuneração. Neste modelo de 2017, vamos implementar uma gestão por objetivos e metas em cada uma das gerências do clube, que terá as suas metas macro, justamente para que a gente possa ter parâmetros e uma metodologia de trabalho que seja menos personalista, porque as pessoas passam e a instituição fica. Se eu sou mais ou menos cobrado isso vai da grandeza de cada clube, já que em todo clube grande os dirigentes são cobrados. Então, acredito que, como aqui no Bahia eu sou cobrado, no Pará a gente tem o Paysandu e o Remo, que são os clubes mais tradicionais, os dirigentes devem ser muito cobrados também... Acredito que a cobrança é por causa da paixão.

Como foi o processo de mudança no Bahia?

O processo foi longo. Eu lembro que desde adolescência eu escutava os mais velhos dizendo que o Bahia tinha que se democratizar, ser transparente, que estava ficando para trás. Isso na década de 90, e, não à toa, de meados de 90 a esse início de 2000, foi um período muito ruim para o Bahia. Por isso acredito que aquilo que eu escutava era correto. A gente tem batalhado por essa democracia e por essa transparência do clube, por esse crescimento institucional e, desde 2013, isso se acentuou com a intervenção judicial onde o presidente na época foi deposto por não respeitar o estatuto do clube e por outras questões administrativas. Tivemos o estatuto modificado e implementado um processo de profissionalismo democrático. De 2014 para cá, quando o nosso grupo entrou, tem potencializado essas virtudes para que o torcedor seja o maior beneficiado.

Qual foi a mudança mais significativa dentro do clube depois que você assumiu?

O modelo de gestão. Primeiro que eu não gosto que as pessoas digam que o Bahia é um clube, gosto que vejam como uma empresa. O nome é Esporte Clube Bahia, mas é uma empresa, então esse é o foco que a gente deve ter constantemente, com essa busca de resultados em cada uma das suas áreas como em: comunicação, comercial, mercado, administrativa, financeira, patrimonial... Para que no final os 11 jogadores que entrem em campo, que é o que mais importa para o torcedor, consigam render o máximo e nos deem alegria e orgulho de acompanhar o Bahia dentro de campo.

O Programa de sócios do Bahia é um sucesso?

Você acredita que ele já está consolidado?

O programa tem avançado. Em janeiro de 2015, que foi o nosso primeiro mês aqui, o Bahia já tinha 3.400 sócios adimplentes, e hoje estamos com 11 mil adimplentes. O programa tem crescido de salto em salto, de mês a mês, e a gente quer que o torcedor se fidelize mais, entendendo que ele é parte dessa reconstrução, e que a sua dedicação gera um clube mais forte e que é ele que vai conduzir o Bahia ao Bahia dos nossos sonhos, falando de maneira coletiva. Sucesso ainda não é o plano, embora ele gere uma receita superior ao patrocínio máster do Bahia, o que é muito bom, mas pelo potencial que a torcida tem a gente acredita que ainda esta bem abaixo da nossa possibilidade.

Qual a avaliação que você faz desses anos à frente do clube, sendo um dos presidentes mais jovens do país?

São dois anos de muita dedicação. Eu, enquanto presidente, termino no holofote, mas eu represento um grupo e uma mentalidade de trabalho, e essas bandeiras é que a gente tem defendido no Bahia. Acredito que a credibilidade e a imagem do clube é completamente diferente no período de dois anos, sendo que dois anos é um período curto no mercado corporativo, mas no futebol, com o dinamismo que tem, a gente já tem conseguido colher os resultados desses investimentos, com a atração de jogadores e patrocinadores. E, por esse modelo implementado e a variação mais detalhada, eu prefiro que a torcida faça (essa avaliação da gestão). Eu sou um jornalista licenciado e tem muitos críticos melhores que eu para fazer esse julgamento.


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FORMAÇÃOl

Baiano de Salvador, Marcelo Pereira Sant’Ana é formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), estudou na Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, tem MBA em Marketing e Branding e se especializou em Gestão Técnica do Futebol e em Gestão Esportiva.

(Kézia Carvalho/Diário do Pará)


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