Contra o leão santareno, Papão quer quebrar 'tabu' e vencer fora de casa

Domingo, 10/03/2019, 09:05:47 - Atualizado em 10/03/2019, 15:46:57

(Foto: DOL)
(Foto: DOL)

Em posições antagônicas no campeonato, São Francisco e Paysandu se enfrentam, às 18h, no estádio Barbalhão, em Santarém, pela sétima rodada do Parazão 2019. O Papão ostenta a primeira colocação do Grupo A2, com 14 pontos. A equipe bicolor é a única entre as dez participantes que está invicta no Estadual. No outro extremo, o Leão faz uma de suas piores participações no campeonato, ocupando a lanterna do Grupo A1, com quatro pontos, com uma vitória, um empate e quatro derrotas.

Embora cumpra uma boa jornada no regional, o Paysandu tem um tabu a quebrar. Até aqui, a equipe do técnico João Brigatti ainda não conseguiu vencer jogando fora de Belém. Foram duas partidas - Castanhal e Bragantino - e dois empates, ambos sem gols. Os jogadores, assim como o seu comandante, sabem que o grupo precisa acabar com a tabu para que o time consolide a caminhada rumo à fase semifinal do campeonato, afastando a possibilidade de ficar de fora do restante do Parazão, o que seria um vexame.

“Esperamos que longe de Belém a gente possa fazer por onde conseguir a vitória finalmente”, disse, na quinta-feira, o atacante Nicolas. A ameaça de o Papão ficar “chupando o dedo” ao termino da 10ª rodada da etapa classificatória é concreta, em que pese a campanha do time. Isso porque, Independente e Paragominas ocupam no Grupo A2 a segunda e terceira colocações, com 13 e 11 pontos, respectivamente. Isso se o Jacaré não tiver derrotado, ontem, o Bragantino, em casa. Já o Galo enfrenta, também hoje, só que às 16h, em Tucuruí, o Castanhal.

Os bicolores partiram, ontem, para Santarém levando na bagagem a confiança na conquista de mais três pontos na competição. “Vamos para Santarém para buscarmos os três pontos, sem dúvida”, avisou o mesmo Nicolas. O objetivo é reforçado por outro atacante do time, Vinícius Leite. “O jogo pode parecer fácil pela situação do adversário no campeonato, mas não deverá ser. De que forma for, estamos conscientes da necessidade da vitória”, disse.

Vencendo, o Papão chegará, automaticamente, a 17 pontos na classificação, dando grande passo rumo à etapa seguinte do campeonato. Já o São Francisco precisa dos três pontos para tentar alavancar a saída da posição vexatória em que se encontra, faltando apenas quatro rodadas para o fim da fase de qualificação do Estadual. Um novo tropeço deixará a equipe do interior ainda mais próxima do temido rebaixamento à Segundinha de 2020.

E MAIS...

- Os jogadores do Paysandu esperam tirar proveito, hoje, do fato do adversário necessitar de todas as formas da vitória. O Leão ocupa a lanterna do Grupo A1 do Parazão. Nem mesmo o empate será capaz de tirar a equipe santarena da última colocação.

- E é em cima desse desespero dos donos da casa que o Papão pretende jogar, conforme afirma o atacante Elielton. “O adversário passa por um momento difícil na competição”, lembra. “Sabemos que o São Francisco vem pra cima no desespero, por só ter conseguido fazer quatro pontos em seis jogos”, ressalta. “Acho que temos de continuar com a boa pegada para que nosso time consiga o resultado”, recomenda Elielton.

- Eles não se encontram em uma situação muito confortável”, diz Nicolas. Mas o jogador não acredita que isso represente alguma facilidade para o Papão. “Apesar de irmos pra lá para tentar os três pontos, não será um jogo fácil, acredito”, argumenta.

Eis o segredo para uma defesa sólida

BOM MOMENTO

O Paysandu tem a melhor defesa do campeonato. Em seis partidas que disputou até aqui, o Papão sofreu apenas dois gols. Entre os concorrentes ao título estadual quem mais se aproxima da defensiva bicolor é o Castanhal, que, na mesma quantidade de jogos, sofreu três gols. Na sexta-feira, o zagueiro Micael, que vem formando dupla de zaga com Victor Oliveira, falou sobre o bom momento vivido pelo setor. Ele procurou dividir os méritos do sucesso com os jogadores dos demais compartimentos.

“O sistema defensivo não diz respeito apenas à linha de quatro, mas começa desde o ataque. Então não são só os dois zagueiros, os laterais e o goleiro”, salientou Micael. O jogador lembrou que apesar do curto tempo que os jogadores estão juntos no elenco o conjunto do grupo é bastante positivo. “A gente tem dois, três meses de contato e esse entrosamento é positivo”, declarou. “O pessoal está trabalhando bem. A gente fica contente com esse aproveitamento do setor defensivo e de todo o sistema de marcação”, afirmou.

O jogador ratificou o bom relacionamento entre os jogadores dos três setores da equipe. “O entrosamento é desde os atacantes até o goleiro”, apontou. “Isso vem resultando em não sofremos gols”, avaliou. Sobre o confronto de hoje, o jogador destacou que a meta é faturar os três pontos e, assim, consolidar a caminhada rumo à fase semifinal. “Vamos buscar a vitória. A invencibilidade é uma meta, mas jogo a jogo”.

EM BUSCA DA VAGA

Galo Elétrico e Japiim duelam em Tucuruí

Se o Paysandu é o líder geral do Campeonato Paraense, seus concorrentes diretos no grupo A2 estão bem atrás, fungando no cangote bicolor. O principal deles é o Independente, segundo colocado na chave com 13 pontos, um a menos que o Papão. E o Galo Elétrico recebe hoje o Castanhal, às 16h, em Tucuruí, em busca de ficar bem próximo a uma das vagas para a semifinal.

O time de Tucuruí tem as mesmas quatro vitórias que as duas principais forças da capital, Paysandu e Clube do Remo, e na rodada passada conseguiu seus primeiros três pontos jogando longe de casa, ao bater o São Francisco por 2 a 0, em Santarém. A formação titular que será mandada a campo pelo técnico Charles Guerreiro deve ser a mesma que venceu no Barbalhão.

Pelo lado aurinegro, a principal novidade está no banco de reservas. Artur Oliveira assumiu o Japiim da Estrada, que tanto luta contra o rebaixamento quanto pela classificação no grupo A1. Quarto colocado com seis pontos, o Castanhal está a uma vitória do segundo colocado, o Águia de Marabá. Artur não definiu a equipe que entra em campo logo mais, deixando o mistério para até momentos antes do apito inicial.

SÃO FRANCISCO

Amorim quer entrega total dos seus jogadores

O técnico Júnior Amorim espera ter melhor sorte, hoje, que seu antecessor no comando do São Francisco, Osvaldo Monte Alegre, que na partida de ida diante do Paysandu, em Belém, viu sua equipe ser goleada por 4 a 1, logo na abertura do Parazão, pelos bicolores. Para que o Leão faça valer o mando de campo no Barbalhão, Amorim cobra de seus comandados entrega total em campo a partir do apito inicial do confronto.

“Falei para eles (jogadores) que temos que colocar durante o jogo o que fazemos nos treinos. Esperamos fazer uma grande partida e sair com os três pontos, que estamos precisando muito”, apontou. O treinador admitiu, por outro lado, que derrotar o Papão não será nada fácil. “Trata-se de um dos grandes do futebol paraense e uma equipe que ainda não perdeu. Mas precisamos reagir dentro da competição. Um jogo em casa, diante do nosso torcedor, e não podemos deixar passar essa oportunidade”, apontou.

A mensagem do técnico parece teoricamente ter sido bem assimilada pelos jogadores. “Sabemos que é um jogo difícil. Estamos conscientes de que precisamos da vitória, então a gente tem que consertar os erros que cometemos nos jogos anteriores para o jogo de domingo (hoje)”, ressaltou o meia Wendell.

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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