Há 19 anos, edição bagunçada do Parazão teve virada de mesa e esquema de arbitragem

Segunda-Feira, 11/03/2019, 18:47:10 - Atualizado em 11/03/2019, 20:22:45

Remo e Paysandu tiveram apoio nos bastidores, em um torneio marcado por vários escândalos. (Foto: Cezar Magalhães / Arquivo)
Remo e Paysandu tiveram apoio nos bastidores, em um torneio marcado por vários escândalos. (Foto: Cezar Magalhães / Arquivo)

O Campeonato Paraense teve grandes momentos com estádios lotados, torcidas que lotam as praças esportivas e jogos marcantes. Porém, o Parazão também já teve páginas manchadas e uma edição em especial ficou marcada na história, não somente por Remo e Paysandu, mas também por duas forças que se destacaram no certame de 2000, que nesta segunda (11), completa 19 anos.

Nesta mesma data, começava mais um Parazão. Mas a fase de classificação mal terminaria, pois o jogador Leandrinho, que está no Penarol-AM, foi destaque dentro de campo, com seus belos gols e fora dele, com um escândalo de que estaria irregular. O caso foi levantado pelo Remo, vítima do jogador em uma vitória do Tigre por 3 a 1 sobre o Leão.

“Naquela partida, o jogo estava sendo transmitido pela TV e vencemos por 3 a 1 e o melhor, pude fazer dois gols. Não me senti culpado, pois o Remo estava com medo de ser rebaixado e fez jogo sujo nos bastidores, mas Deus é Fiel e me ajudou naquele ano que foi importante para minha carreira”, diz o jogador, que foi revelado quando jogava pela seleção de São Caetano de Odivelas.

Leandrinho acredita que superou o episódio em campo, com gols e vitórias. “Foi um ano muito especial, pois brilhei naquele Parazão de 2000 com apenas 17 anos. Fiquei triste com meu nome estar envolvido, mas pude jogar bola e ajudar o Tiradentes naquele ano”.

(Leandrinho foi o centro das atenções no Parazão 2000, seja pelos gols e pelo escândalo de sua suposta irregularidade. Foto: Reprodução / Facebook)

 

Se o Remo estava brigando para não cair, o maior rival, o Paysandu estava de olho em outro time: o Castanhal, que naquele ano, montou um grande time, com Ivair, Jurinha, Edil. E sob o comando do técnico João Duarte, o Japiim foi a grande sensação e quase levou o título do Parazão para o interior.

“Tivemos algumas peças para compor o elenco de 99, que foi um grande trabalho. Foi um grande time que a torcida e a diretoria guarda com carinho até hoje”, ressalta Fernando Morais, dirigente do Japiim naquela época.

Fernando destaca que houve apoio nos bastidores para beneficiar o Paysandu, uma vez que o time bicolor temia pelo título aurinegro. “O Paysandu tinha força nos bastidores e o Remo imaginou que não precisaria. Quando se deu conta, o time do Remo estava fora das finais e observando nosso crescimento, o Paysandu recorreu contra a gente”, lembra Fernando.

O Castanhal acabou vencendo o jogo final por 1 a 0, mas no jogo anterior, os aurinegro foram prejudicados pela arbitragem e fato este que de acordo com Fernando, havia sido alertado.

“Foi alertado a gente sobre o Wagner Tardelli e foi justamente ele que deu um pênalti para o Paysandu no jogo anterior que nos prejudicou. Ele já havia feito isso com o Remo e depois foi conosco”, destaca o dirigente, que lembrou o fato de um Re-Pa onde os azulinos tiveram um gol legítimo anulado pelo mesmo árbitro.

Entre reviravoltas e mudanças de regulamento, o Parazão 2000 teve o Paysandu como o último campeão do século XX e o Castanhal, que ganhou destaque nacional na então Série C e Copa do Brasil.

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