E agora? Entenda melhor as saídas de Edno e Echeverría do Clube do Remo

Sexta-Feira, 19/04/2019, 08:39:10 - Atualizado em 19/04/2019, 12:24:54

Edno não gostou do banco e Echeverría foi contratado para ser referência do elenco (Foto: Mauro Ângelo/Ricardo Amanajás)
Edno não gostou do banco e Echeverría foi contratado para ser referência do elenco (Foto: Mauro Ângelo/Ricardo Amanajás)

Após a derrota para o Independente, no primeiro jogo da final do Estadual, por 1 a 0, a diretoria de futebol do Clube do Remo optou por “fechar” o grupo, na tentativa de manter todo o foco para o compromisso da volta, marcado para este domingo (21), no Mangueirão. A intenção era que nenhum ruído externo pudesse influenciar o grupo.

Acontece que a medida não foi suficiente para conter uma bronca com o centroavante Edno que, na madrugada de ontem, abandonou o barco remista às vésperas da decisão, alegando negligência por parte da alta cúpula do Leão em seguir com o que havia sido previamente combinado para o seu retorno.

O centroavante, que já se encontra em São Paulo com a família, e que foi anunciado com pompa pelos dirigentes como o principal reforço para o setor ofensivo, permaneceu nesta segunda passagem pelo Baenão por apenas 20 dias. Nesse tempo, participou de três partidas, sem balançar as redes em nenhuma delas. É importante lembrar que o regresso do atleta ocorreu depois de pedido da torcida, em uma tentativa de superar a péssima campanha na temporada e suprir as necessidades do setor ofensivo.

De acordo com Edno, que se posicionou nas redes sociais, o tratamento que vinha recebendo por parte da diretoria era quase amador. “Declarei a minha insatisfação por não ter assinado contrato até agora, apenas o federativo para poder entrar em campo. Estou há 20 dias dormindo no Baenão”, destacou o jogador, mencionando ainda que aguentou calado a situação pelo apoio da torcida e do conselheiro Diego Bessa, que intermediou a vinda dele.

Em contato com a reportagem, Bessa falou sobre o caso. “Apenas fiz a ponte. Deixei ele no aeroporto e conversei, mas essa é uma coisa que só cabe a ele e a diretoria falar. Não quero me meter nesse fogo cruzado”, taxou.

Apesar das reclamações do jogador, um dos motivos que o teria levado a sair do grupo foi a sua não titularidade garantida. De acordo com uma fonte interna, o jogador teria se revoltado por ter perdido a preferência para Emerson Carioca no jogo passado.

RÉPLICA: DIRETORIA DÁ SUA VERSÃO PARA A SAÍDA

Em coletiva na sede social do Remo, na tarde de ontem, o presidente Fábio Bentes deu a versão do clube para a saída de Edno. O cartola também confirmou a rescisão contratual com o meia-atacante Eduardo Echeverría, que viaja hoje com destino ao seu novo clube.

CONTATO

“Ontem à noite (quarta-feira), recebi o contato de duas pessoas aqui do clube, Diego Bessa e Paulo Mota Filho, falando que o Edno queria ir embora, porque não estava satisfeito. Eu tentei contato pra tentar entender o que estava acontecendo, mas não tive sucesso. Ficou combinada a rescisão. Para minha surpresa, após a nota oficial, ele fez uma postagem falando os motivos por não permanecer que não refletem a realidade”.

ALEGAÇÕES

“Não temos nenhum débito com ele, porque não completou nenhum mês. Não prometi arrumar casa, isso não é o clube que faz. O Clube dá o auxílio-moradia. Não sou babá de jogador”.

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INGRATIDÃO

“Infelizmente ele tomou uma atitude irresponsável e ela só trouxe prejuízo para ele e pra todo o grupo. Ele não foi leal e nem correto. Não foi leal com o clube do Remo que é o clube empregador dele e que o absorveu mesmo parado”.

PRETERIDO

“Ele não se dedicou e foi embora. Carioca está num momento melhor. E aqui no Clube do Remo joga quem tá melhor, não vai ter ninguém jogando por nome”.

CONTRATO

“Tu não consegues registrar jogador no BID sem contrato. Ele só pode jogar se tiver contrato, senão estaria irregular. O que ele alega é que tem alguns entendimentos adicionais que são feitos entre clube e atleta, e isso ainda estava sendo revisto. Havia algumas divergências, sim, nesse contrato particular. Mas nesse com a CBF está definido salário, remuneração”.

COMPROMISSO

Pra ser bem sincero, o Edno não queria maIs estar no Clube do Remo, porque quem quer estar em algum lugar procura se acertar. Se ele quisesse, me procuraria, mas não me procurou. Se quisesse estava aqui dando uma satisfação com a gente, se ele tivesse com a cabeça aqui, estaria. Tem uma final domingo. Essa atitude dele mostrou, na pratica, não ter o carinho que ele diz ter pela torcida. Com essa atitude, mostra que ele não tem compromisso nenhum com o Clube do Remo”.

ARREPENDIMENTO

“Não me arrependo (de ter trazido o atleta de volta). Nós tentamos. Eu peco por ação, não por omissão, se não tivesse trazido, estaria aqui reclamando, mas não deu certo. O jogador tem que refletir. Acho que ele deve um pedido de desculpas a todos. Se há uma pendencia, vamos resolver, pagar tudo direito. Afinal, ele trabalhou. ”

Outra decepção foi embora

Além de Edno, quem acertou a sua saída do elenco azulino também no decorrer de ontem foi o meia-atacante Eduardo Echeverría. O profissional, que foi contratado para ser referência do elenco desta temporada e o principal nome para impulsionar a reformulação do programa de sócio-torcedor Nação Azul, não correspondeu conforme as expectativas. Sem conquistar vaga no time principal, o atleta marcou três gols com a camisa azulina. Expulso na partida  passada em menos de 45 minutos em campo, o jogador acertou amigavelmente a sua liberação.

TORCIDA

Contratado depois de mobilização por parte da torcida nas redes sociais, a saída de Edno não pegou bem com os azulinos. Às vésperas de uma decisão de Estadual, ocasião em que o Clube do Remo está atrás no marcador, para alguns, independentemente das motivações do profissional, o carinho que o mesmo tanto reitera nos discursos foi abaixo após sua saída repentina. “Ele perdeu todo o crédito que tinha com a gente. Se ele não queria ser banco, precisava treinar mais. Que vá e não volte mais”, disse o torcedor Antônio Dias.

Por ser bem quisto, mesmo fora de forma e com um retrospecto ruim para um centroavante, com poucos gols marcados nas últimas três temporadas, Edno possuía a confiança da torcida. Agora, a consideração não é mais a mesma. “Teve a chance de reencontrar o futebol dele aqui. Já deveria saber que é difícil aqui, mas ele topou. Se tinha criado algo bom, que saiba que foi apagado”, comentou Fernando Damasceno, também torcedor do Remo.

(Matheus Miranda/Diário do Pará)

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